A produção "Bruna Surfistinha" já atingiu a marca de 2 milhões de espectadores no Brasil em quatro semanas de exibição, conforme notíciou nesses últimos dias os maiores portais da internet brasileira. Vi o filme e aquilo que mais me chamou a atenção está no começo do mesmo: a falta de motivos para que a personagem interpretada por Deborah Secco fugisse de casa e entrasse, consequentemente, no mundo da prostituição.
As cenas mostravam o descontentamento da moça nos cafés da manhã ao lado da família e na escola. Com um alto grau de complexo de inferioridade, Raquel (nome verdadeiro da protagonista) demonstra desprezo pelos pais e pelo irmão. Talvez na história real a questão da fuga da moça não seja tão simples assim, mas é lamentável ver o que foi mostrado no filme: uma jovem que teve do bom e melhor entrar nesse ramo apenas por ser rebelde e diferente da família e amigos.
Com o passar das cenas vemos a escalada de Bruna no mundo do sexo e a sua queda nas drogas. A questão a ser debatida não é o desfecho de sua vida, que ainda continua, mas sim, aquilo que se retém de proveitoso para quem assistiu. Na minha opinião particular "nada"! No fim, a minha sensação foi de um simplório "e?".
Vi a história de uma jovem rebelde que não trouxe nada de útil, nem ao menos uma simples lição de vida. Ah, talvez tenha tido uma: de que a prostituição está próxima das drogas e essas não são do bem. Bom, talvez isso seja algo realmente surpreendente para essa geração cujos valores estão cada vez mais invertidos, e em que o relativismo é algo indiscutível.
Abraços!

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