04 Novembro 2009

A cidade humanista


Enquanto conversava sobre os rumos econômicos do agronegócio brasileiro e as artimanhas do poder político no Brasil com uma enfermeira de Porto Alegre e uma historiadora de Campinas, via pela janela, há mais de 8 mil pés de altura, uma enorme quantidade de pastagens, voltadas para a criação de gado de corte e, também, grandes plantações de soja, marco da economia do Centro-oeste brasileiro.

Ao descer do avião, na cidade de Campo Grande, MS, foco principal de nossa conversa, percebi o seu clima quente, com uma temperatura bem mais elevada do que estou acostumado na cidade de São Paulo. Pois bem, inicialmente, logo após sair do aeroporto, cujo ar condicionado não me dava a menor idéia do que iria enfrentar, peguei um taxi até a pousada que tinha reservado, que fica no centro da cidade.

Já dentro do taxi, percebi algo estranho, pois os carros credenciados do aeroporto, que são registrados na prefeitura e na Infraero, começavam a rodar o taxímetro a R$ 8,40. Pensei; certamente é uma taxa única, por se tratar de uma cidade não tão grande.

Como eu estava enganado! (risos)

A medida que o taxi ia percorrendo as largas vias que compõe a cidade, o taxímetro corria. Passamos por belos parques e zonas militares, que fazem parte de uma estratégia militar das forças armadas brasileiras, devido a aproximação de regiões de fronteiras, principalmente com a Bolívia, onde temos um grande trânsito de imigrantes, além do narcotráfico, onde a movimentação de cocaína e outras drogas são frequentes.

Continuava percorrendo as avenidas da cidade, e os números daquele instrumento inescrupuloso não parava de aumentar. Pensei; é um dos maiores preços que já vi. Ao chegar ao meu destino, tive a surpresa. R$ 34,00. Para um turista com dinheiro, isso não parece nada, mas para um repórter, é uma “facada”.

A minha “aventura” começa ao meio-dia de uma quarta-feira, quando cheguei ao Hotel Pousada, que era um dos mais em conta que achei pela internet dias antes de viajar. R$ 35, essa foi a diária mais em conta que achei na cidade. A pensão era simples, mas bem legal. Tinha duas opções, quarto com ar ou ventilador.

A recepção dos funcionários da pousada LM foi o melhor possível, os quartos eram antigos, mas para uma expedição estava ótimo.

O povo

Muito arborizada e repleta de praças e parques, a cidade lhe propicia um bem star inigualável, me senti muito bem. Devido à alta temperatura, a economia informal é uma das grandes saídas da população que não tem emprego fixo. A cada esquina, você se depara com barracas de caldo de cana e refrescos em geral, além dos inúmeros carrinhos de sorvete que não dão conta de toda a demanda da população.

Diferente do slogan das grandes metrópoles, “cada um por si”, as pessoas de Campo Grande são amáveis e educadas. No trânsito, por exemplo, é difícil encontrar brigas ou xingamentos por parte de motoristas e motoqueiros, cujo número de motos assusta os visitantes de fora. O mototaxi, regulamentado na cidade, é um dos meios de transporte mais utilizado. Acho que é por isso que os taxistas aproveitam para tirar a sua renda de seus poucos clientes. Andar a pé na cidade não é algo fácil, pois as distâncias de um lugar pra outro são enormes. Para se ter uma idéia, uma avenida da cidade, Ernesto Geisel, que corta o norte e sul da cidade, passando pelo centro, deve ter uns 10km.

Por ser uma cidade movimentada pelo agronegócio, principalmente pela pecuária, é fácil encontrar um hábito tipicamente interiorano, ou seja, jovens, herdeiros de fazendeiros que, para se divertirem, param suas caminhonetes, ligam o som a uma altura elevada, enquanto bebem cerveja e jogam conversa fora. Além deles, existem os estudantes das universidades da cidade, os quais gostam de sair para os bares, no entanto, são bem mais comportados.

Passear pela noite de Campo Grande sempre é algo prazeroso, principalmente por sua temperatura agradável, onde casais de namorados saem para tomar sorvete, ou tomar um drink ao ar livre. O convite é romântico!

Campo Grande tem problemas comuns, presente em todas as regiões urbanas do país, como a falta de lixeiras públicas, o que faz com que as pessoas joguem os seus lixos nas praças e calçadas da cidade. Tirando isso, a cidade parece ser bem administrada, entretanto, é preciso mais investimentos no setor de turismo, para que as pessoas possam conhecê-la melhor. A passagem de ônibus é cara, R$ 2,50. A única opção para o turista, tanto para conhecer a cidade, quanto o interior, incluindo um dos pontos turísticos mais visitados, a região de Bonito, com suas lindas cachoeiras, mas não existe informações ou ônibus de turismo.

Não pude visitar esses lugares, pois no terceiro dia, tive que voltar para São Paulo, devido aos compromissos.

João da Silva (nome fictício) é um dos personagens dessa cidade. Aparentemente embriagado, no meu segundo dia de visita, me pede um pouco do meu refrigerante pensando que era cachaça.

Eu disse que era apenas refrigerante.

Ele disse:

__ Quero beber cachaça!

Comecei a rir, é claro, mas achei sua história interessante. Esse jovem senhor, de bermuda e camiseta, aparentando os seus 40 anos, conta que veio da cidade de Dourados, interior do estado, para Campo Grande, cujo objetivo era acumular dinheiro trabalhando como marceneiro.

Segundo ele, um dos seus objetivos é se livrar do vício e voltar para a sua cidade natal, onde a sua família, que trabalha no ramo imobiliário, o espera. Conversa vai, conversa vem, ele me agradece e segue o seu caminho, onde certamente irá pedir mais dinheiro para outra pessoa para comprar a sua cachaça. Isso demonstra claramente que os problemas sociais brasileiros ultrapassam regiões. A incompetência administrativa e a falta de vontade política de personagens corruptos fazem desse senhor, um pingo d’água no oceano.

A moreninha

A amabilidade da população de Campo Grande é indescritível. As pessoas são solícitas quando se pede ajuda, além de ser um povo caridoso e amável. O que mais me chamou a atenção foi uma linda morena, que somente conhecia nos meus contatos de trabalho e conversas pela internet. Mais do que um corpo bonito e um rosto jovial e delicado, aquela cidadã tem a capacidade de parar o trânsito da Av. Paulista, sendo que por onde passa, levanta suspiros acalorados.

No entanto, toda essa beleza não chega nem aos pés de seus bons sentimentos e suas ações. Movida pelo espírito voluntário e humanista, ela se doa ao próximo, principalmente no que se refere às crianças debilitadas, sendo que o amor dela para com os pequeninos é algo pouco visto neste mundo. Há anos vivendo em uma grande metrópole, tinha me esquecido que ainda existem pessoas como ela, que se dedicam a ajudar ao próximo sem esperar uma recompensa.

Nessa aventura, a moreninha mostrou a esse repórter que ainda compensa investir ainda mais nas pessoas, coisa que já estava desistindo de fazer. Muitas pessoas não merecem que perdemos 1 minuto de nosso tempo, mas ela merece a “perda” de uma vida inteira, sem a menor sombra de dúvida.

Amigo leitor. Tentei ao máximo passar a vocês essa experiência positiva de minha viajem ao Centro-oeste, porém, devido às sérias restrições orçamentárias (risos), não foi possível saciar ainda mais a sua curiosidade. Em caso de dúvidas, ou se quiserem saber mais sobre essa aventura, mande um e-mail para: ricardomaia.31@gmail.com. Um forte abraço e até a próxima...

Texto e foto de Ricardo Maia

19 Outubro 2009

Falta de educação ou preguiça?

É lamentável a falta de educação e respeito para com o próximo e o meio ambiente. Não precisa andar muito pela cidade de São Paulo e encontrar lixo espalhado por toda cidade. O respeito, é uma das únicas formas de convivermos em sociedade, no entanto, essa dádiva não se encontra muito na capital. Flagrantes como o copo plástico jogado no jardim da Casa das Rosas, na Avenida Paulista, e também nas lixeiras em toda extensão desse símbolo paulistano é comum de se encontrar. Outro flagrante é nas proximidades da estação Barra Funda do metrô, onde estudantes e pessoas que passam pela estação todos os dias para trabalhar, têm preguiça de procurar uma lixeira. Onde está a educação do povo?




Texto e fotos de Ricardo Maia

27 Agosto 2009

A última tragada


proibido fumar, diz o aviso que eu li!". Essa música de Erasmo e Roberto Carlos nunca esteve tão na moda quanto hoje. A nova lei antifumo criada em São Paulo restringe o velho hábito de fumar em bares, restaurantes, repartições públicas, entre outros. No início da década de 60, o que era considerado um charme, digno de um alto status social, hoje é banido pela legislação pública.

A indústria do cigarro, apesar da propaganda contrária, ainda resiste. No entanto, as pessoas se mostram mais conscientes quanto aos malefícios que o cigarro traz à saúde. A lei antifumo, é também, mais do que uma preocupação com ela, pois trata-se de uma questão de educação. Imagine você, por exemplo, em um jantar romântico com o seu esposo(a), namorado(a), amante, concubina(o), e, de repente, na hora que tu estás naquele clima, um sujeito ao lado começa a emitir aquele cheiro de nicotina ao seu lado.

É desagradável! As mortes de fumantes passivos, aquelas pessoas que respiram a fumaça do cigarro alheio, está crescendo cada vez mais no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, vinte e três pessoas morrem por dia no país vítima de alguma doença relacionada ao cigarro, e esse número tende a aumentar se algo não for feito para diminuir o número de adeptos.

Mas, voltando ao assunto da nova lei, bares e restaurantes de São Paulo não estão tendo muitos problemas com clientes que insistem em fumar dentro do estabelecimento, como diz o proprietário Marcus Vinícius, da churrascaria Novilho na Brasa, localizada no centro de Santo André (SP). Ele diz que a receptividade dos clientes perante a nova lei foi positiva, sendo que até agora, não teve nenhum problema.

Outra consequência que a lei já traz é o aumento do ruído causado pelos fumantes do lado de fora dos estabelecimentos. Em Paris, por exemplo, onde o antitabagismo já vigora desde 2007, associações de moradores já protestam contra os bares e restaurantes que ficam abertos até tarde, porque os fumantes sentam nas cadeiras localizadas nas calçadas, perturbando os moradores que vivem nas proximidades.

Antes de concluir qualquer opinião sobre essa nova lei, que já tem o apoio de outras cidades do país, como o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, é importante salientar que vale o respeito e ao bom senso no uso do cigarro, pois lei nenhuma pode substituir a educação.

Por Ricardo Maia, jornalista das revistas Panorama Rural e Terra Viva.

Foto: Otani

04 Agosto 2009

Voz e volume no parque


Na postagem "Voz e volume na web 2.0" eu mostrei que a grande maioria dos blogueiros associados aos principais portais da internet brasileira é formada por brancos diplomados e com mais de 30 anos idade. Sendo assim, eu incitei o leitor, no final do artigo, a contar quantos negros fazem parte da blogosfera em dois grandes portais. Naquela ocasião o internauta pôde ver que dentro do jogo capitalista a formação conta muito, o que de certo modo está certo, pois como formadores de opinião, sites como UOL e Ig devem levar uma formação de qualidade aos seus leitores - mesmo que os interesses sejam apenas de lucrar e defender os seus interesses ideológicos. Também não podemos, logicamente, acusá-los de serem racistas, porque, como todos nós sabemos, boa parte da população negra não possui um poder aquisitivo bom, dificultando assim o acesso ao ensino superior, ensino esse que produz formadores e blogueiros de opinião, segundo a grande mídia.

Mas o negro também não encontra-se presente em espaços onde a burocracia e o currículo não possuem importância, como os parques públicos. Locais onde qualquer pessoa pode circular livremente, seja para passear ou para realizar alguma atividade física. Tirei essa constatação ao ver que na Cidade Universitária a população caucasiana e até mesma a de descendência oriental é a esmagadora maioria. Aos sábados, dia onde frequento o local, o espaço é tomado por centenas de ciclistas e corredores, além de pessoas que fazem exercícios físicos acompanhadas de seus treinadores particulares. Mas vamos nos ater somente ao grupo de pessoas que não gastam dinheiro com profissionais, e nem com biciletas para queimarem calorias e espantarem o stress.

Essa parte dos frequentadores usam equipamentos básicos para a realização de suas caminhadas e corridas, onde o principal conselho, segundo os ortopedistas é o uso de um tênis correto para tal prática. Ou seja, tênis, camisa e calção, além de um aval médico, são mais do que suficientes para que qualquer cidadão brasileiro em liberdade possa realizar uma atividade física ao ar livre. Mas algo inibe certos grupos sociais. Talvez seja o tempo, ou até mesmo um acanhamento psicológico. Sinceramente, eu não sei. Mas é engraçado vermos que ao contrário das praias, os parques de São Paulo, que são de livre acesso, não são igualmente democráticos. Farofeiros, playboys, brancos e negros não são representados com uma porcentagem equivalente às estatísticas. É triste, mas real. O exercício físico de não-atletas é algo praticado majoritariamente por brancos, que como os blogueiros dos grandes sites, devem ter mais de 30 anos e ao menos um ensino médio nas costas.

Esse é um paradigma visto na USP, mas que também pude ver no parque da Água Branca e na Avenida Inajar de Souza, Zona Norte de São Paulo, local esse próximo à periferia da capital paulista. Sendo asism, não tem como culpar a localização geográfica e a demografia de certos bairros, como Butantã e a Água Branca - onde a maioria dos seus residentes é composta por brancos de classe-média-, pois o acesso é gratuito. Lá a democratização, na teoria, é a mesma de uma praia, onde um negro que ganha um salário mínimo pode dividir espaço com um empresário como Roberto Justus (apesar que esse último deva preferir o clima mediterrânico das praias de Ibiza).

Abraços!

Obs.: Caso eu resolva fazer um mestrado fora da área de comunicação, a minha dissertação poderá tratar sobre o tema. Não copiem a idéia! rs

21 Julho 2009

Voz e volume na web 2.0



Esse humilde blog foi criado em 2007, época em que eu estava sem emprego. Por isso naquela ocasião decidi criar um espaço onde eu pudesse treinar a minha escrita e também o expor de meus pensamentos e argumentos. No começo grande parte das pessoas que comentavam era formada por conhecidos meus e, posteriormente, por algumas pessoas que comentavam após verem que o meu blog tinha uma linha editorial próxima a que seus respectivos blogs faziam. Ou seja, blogueiros comentavam para chamar a atenção para seus espaços nesse mundo virtual. Com isso estava conhecendo na prática o que é a blogosfera.

Com esse entrar no mundo dos "cantinhos pessoais" pude constatar também que há uma tendência nesse mundo globalizado, pós-moderno e tecnológico que é a de participar e colocar a voz no mundo. Todos os dias milhares de pessoas expõem suas opiniões na rede mundial de computadores - onde muitas não possuem cabedal para tal - com os intuitos de registrarem pensamentos e também de "meterem o pau" apenas por "meterem o pau" em asssuntos em que elas não dominam. Sendo assim, os grandes portais da internet disponibilizam a opção "comente" em suas notícias e artigos para gerarem fuá e consequentemente audiência. Espaços esses em que vemos qualquer Zé Mané destilar ódio, arrogância e ingnorância como se fosse o mais importante PHD do planeta. Essa é a liberdade que faz com que o adolescente que não gosta de estudar possa dividir um espaço com um doutor formado pela Universidade de Harvard. É amigo, esse é o reino da web 2.0.

Mas além desse aspecto banalizado, a internet, e mais precisamente a blogosfera, têm dado a chance para muitos grupos sociais esquecidos pela grande mídia de colocarem a voz no mundo em uma maior escala. Existe um clamor, uma aura de boa parte dos habitantes do planeta de se fazerem ouvir, e de dizerem "oi, eu existo" e "olhem o que eu tenho a dizer". Não tem como negar que a democratização para aqueles que têm acesso a um computador com internet é mais do que um fato. Todos podem escrever sobre o que quiserem. Barack Obama pode fazer isso e até mesmo uma menina de 10 anos, que em seu Twitter pode informar para todo o mundo que durante o seu café da manhã a bolacha Trakinas foi digerida.

Infelizmente essa teia que encontramos em domínios blogspot.com e wordpress.com não é a mesma que vemos nos grandes portais da internet. Como exemplo temos a questão do negro na sociedade brasileira. Pois bem, a quantidade de negros que possuem blogs pertencentes e veículados ao UOL, IG e Folha, para citar só alguns exemplos, é irrisória. Nesses espaços podemos ver que há um predomínio de formadores de opinião composta principalmente por brancos, graduados, e com mais de 30 anos de idade. Já os negros e indígenas que igualmente compõem a identidade brasileira não têm espaço. Não acuso esses sites de serem racistas, mas é nítido que a lógica do web 2.0 desses portais não é a mesma para seus formadores de opinião e para seus leitores. Todo mundo pode criticar, mas só a eilte econômica e acadêmica pode formar, sendo os burgueses, opinião. É, a internet deu voz para todos, mas o volume ainda não é igual.

Quantos blogueiros negros estão presentes nessas páginas?


Abraços!

20 Julho 2009

Poema da "Educação Física"


Por Albino Junior

Didática, didática e didática
Pança aumenta, pança aumenta e pança aumenta
Salário abaixa, salário abaixa e salário abaixa

Esporte não, esporte não e esporte não
Futebol sim, futebol sim e futebol sim
Então eu só dou a bola para os meninos se "divertir"

Essa é a minha rubrica, rubrica e rubrica
Essa é a vida de um professor de educação física em escola pública

08 Julho 2009

Globo e Corinthians: tudo a ver

Hoje um dos clubes mais importantes do país, o Cruzeiro, e um dos clubes mais importantes da Argentina, o Estudiantes de La Plata, jogarão a primeira mão da final do mais importante torneio inter-clubes da América do Sul, a Libertadores da América. Mesmo que você não se simpatize com a raposa mineira, deves concordar que o jogo de hoje é o mais relevante desse primeiro semestre do Cone Sul.

Mas, apesar de tanta importância colocada no primeiro parágrafo, informo para você que esse jogo não será transmitido em todo o nosso país. Ao contrário, o jogo que passará nas telinhas de São Paulo e do Rio de Janeiro será mais uma partida da 9ª rodada do Brasileirão. É amigos, a Fiel tem poder, porque não é qualquer torcida que coloca um jogo medíocre no lugar de uma final internacional. Desculpem corinthianos, mas isso é fato. O jogo do vosso time é "só mais um", e o que será realizado na Argentina será simplesmente uma final.

Até mesmo o corinthiano Juca Kfouri em seu blog no portal UOL criticou essa atitude unicamente mercadológica por parte da "Toda Poderosa". "Em determinados momentos, quem, de fato, o respeita (jogo de futebol) e busca eternizá-lo, deveria ter critérios jornalísticos e não apenas de entretenimento. Uma decisão de Libertadores não pode ser tratada como de menor interesse que nenhum outro jogo nesta noite".

O legal da internet é isso. Esse meio de comunicação consegue propagar críticas e mensagens de todas as pessoas que ficam indignadas com algo. Nessa parte, Juca Kfouri não está sozinho. O Blog do Cosme Rímoli (UOL) também questiona o porquê da Globo não transmitir o jogo que é de real interesse da sétima maior torcida do país, torcida essa que não está presente somente no querido estado de Minas Gerais.

Já o sábio e ex-jogador Tostão escreve em sua coluna do jornal Folha de S. Paulo que a audiência - que impulsionou a transmissão do jogo do Corinthians - pode ser extremamente maléfica ao público. "Vivemos a época do espetáculo e da audiência. Poucos querem saber de análises e de reflexões. Existe uma epidemia de idiotice. Os fatos se tornam importantes de acordo com a audiência. As pessoas passam a ser analisadas por seu comportamento", explicou.

Agora para finalizar eu instigo você a pesquisar na internet a quantidade de jogos da Copa do Brasil - onde o Corinthians sagrou-se campeão - transmitidos na TV aberta, e também a quantidade de jogos transmitidos da Taça Libertadores. Só posso dizer uma coisa: os dados são revoltantes.

Abraços!

Obs.: o jogo transmitido será Corinthians x Fluminense.